Malhando em aço frio

Malhar em aço frio
Dormir enquanto o mundo explode
Explodir quando menos se pode
Poder ter um poder de aço
Achar que está frio mesmo assim
Frio neste dia
Mesmo assim, aqui em baixo
Frio nesta rua
Enquanto passa o tempo
Frio neste pedaço
Passa o tempo e o asfalto estilhaça
Neste poema
Passam os dias e nunca se alcança tema
Neste fiasco.

Estenda as unhas
Encoste bem longe os braços
Pense em malhar no vazio
No estúpido aço frio
Pense em não ouvir sugestões
Tantas estonteantes pretensões

Depois das sessões de martelo e marreta
Guardo explosões na maleta infiltradas
Malho sempre num poder de aço infindável
Sempre, todo dia, todo dia amavelmente
No mesmo frio pedaço.
Neste estilhaço estéril e febril
Nada germina
E nada
Nada sempre fascina.

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