O pulso ainda esguicha?

(Inspirado em um poema de Walter Engel e dedicado à Rogério Lacerda)

Pare de usar giletes!
Tal como as gentes
Elas gelam corpos e mentes
E mentem fingindo não serem letais.

Lentas e mais belas
são as vidas menos frontais:
pulsos, facetas animais
dos homens das mais belas
e leves lâminas vitais!

!SalveS!

2 Responses to O pulso ainda esguicha?

  1. Júlia Maria says:

    Então este poema é metafórico por nos remeter a várias outras coisas, e dependendo do leitor e suas leituras muitas mais ou muitas menos (em mim um poema me traz vestígios de outors poemas, outras músicas e tantas coisas vividas, assim como um relâmpago em tempestade noturna) e é tb. metonímico pela proximidade/contiguidade do corpo/alma com lâmina animal. O Walter tem um poema com esse tema. A lembrança de meu pai de cócoras no terreiro da fazenda com uma navalha e um espelho de mão a esculpir meticusamente e internavelmente seu bigode. Acho que começou por aí meu corpo a corpo com lâminas/navalhas. Mas o pulso ainda pulsa. Apesar do frio.

  2. Sandro Alves says:

    A presença da “lâmina” e do “animal” nesse poema meu e no do Walter Engel não é acidental, eu fiz uso do encontro dessas duas palavras engendrado pelo Walter. Não citei porque acho que em poesia fica esqusito. Talvez eu dedique o poema ao Walter e a um amigo virtual de orkut lá de São Paulo. Fazendo desta forma estarei tornando mais clara a visão de que a presença da lâmina e do animal em um mesmo verso é uma referência-apropriação de aspectos de uma obra do grande Waltão!

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