Chutar o balde e derramar a língua
Desovar o natimorto canto do jurema
Atrevo um palpite in-feliz de fonema
Verso no avesso blues de Taguatinga

Jazz, no átrio fumegante do inverno
Aurora tropical deste crepúsculo
Crepitando na energia do músculo
Dose neste lupanar moderno

Onde vagabundo é o soneto
E outro mundo o que prometo
A mim mesmo todo santo dia

Qual vacilo na curva do cello
Dentro do vestido amarelo
Da mais casta e pura vadia

Zé Cesar

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