O medo lembra

“ei, há um perigo, e há a insegurança, meu senhor

não, não há perigo, a insegurança é tudo!”

(Arnaldo Baptista)

Fotografia da máscara mortuária de Machado de Assis

O medo lembra,
Antes de mais nada,
Que somos iguais.

Malograda toda diferença,
destilando gota a gota o ego
— cada uma das tristes conseqüências —
habitamos uma igualdade de fantasmas.

O medo tem sido sempre
Imagens que forjam o igual no diferente

Qualquer coisa no lusco-fusco
Que transita entre a noite e eu
O medo tem sede de gente
E quase gente tem sido sempre.
( Sandro Alves )

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